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Quando devo procurar um psiquiatra?

  • Foto do escritor: Dra. Lorena Dornellas
    Dra. Lorena Dornellas
  • 30 de mar.
  • 3 min de leitura

Por Dra. Lorena Dornellas — Médica Psiquiatra, CRM 63147


A pergunta mais comum no consultório não é 'o que tenho?'. É 'meu caso é grave o suficiente para consultar uma psiquiatra?'.

Quase sempre a resposta surpreende.

Psiquiatria não é para crise grave. É para qualquer pessoa cujos pensamentos, emoções ou comportamentos estejam atrapalhando a vida, seja no trabalho, nos relacionamentos ou no sono. O critério não é gravidade. É sofrimento e prejuízo no dia a dia.


Tristeza ou falta de interesse que não passa

Sentir-se para baixo ou perder o prazer nas coisas que antes você gostava, por mais de duas semanas, é um sinal de alerta. Não precisa ser uma tristeza paralisante. Pode ser uma sensação de vazio, de indiferença, de que nada tem graça. Esses são dois dos principais sinais de depressão.


Preocupação que você não consegue desligar

Todo mundo se preocupa. O problema é quando a preocupação está sempre lá, na maioria dos dias, por meses, e você não consegue desligar mesmo quando quer. Isso vem acompanhado de tensão no corpo, dificuldade de concentrar, cansaço sem motivo e dificuldade para dormir. Pode ser um transtorno de ansiedade, que tem tratamento eficaz.


Crises de pânico

Aquele episódio súbito de coração acelerado, falta de ar, formigamento e sensação de que algo muito grave está acontecendo, às vezes confundido com problema cardíaco. Se aconteceu uma vez, pode se repetir. E tem como tratar.


Fases de muita energia seguidas de depressão

Períodos em que você dorme pouco, mas não sente cansaço, está com muita energia, projetos, ideias, sensação de que consegue tudo, às vezes com gastos excessivos ou decisões impulsivas. E depois vem uma fase de depressão profunda. Essa alternância pode indicar transtorno afetivo bipolar, que exige avaliação especializada.


Dificuldade de concentração e desorganização desde sempre

Se desde criança você tem dificuldade de manter atenção, procrastina muito, esquece compromissos, vive perdendo objetos e isso continua atrapalhando seu trabalho e seus relacionamentos na vida adulta, pode valer investigar Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em adultos. É mais comum do que parece.


Usar álcool ou outras substâncias para aguentar o dia

Precisar beber para dormir, relaxar ou enfrentar situações sociais é, com frequência, uma forma de lidar com um problema de saúde mental que ainda não foi diagnosticado. Tratar a causa muda o prognóstico.


Dores e sintomas físicos que os exames não explicam

Dores de cabeça frequentes, dores no corpo, problemas digestivos sem causa identificada depois de vários exames. Às vezes o corpo manifesta o que a mente não consegue expressar. Isso responde a tratamento psiquiátrico.


Quando buscar ajuda com urgência

Pensamentos de suicídio ou de se machucar, mesmo sem intenção de agir, são indicação de busca de ajuda imediata. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende 24 horas pelo telefone 188. Em casos de agitação intensa ou comportamento muito desorganizado, o pronto-socorro é o lugar certo.


O que acontece na primeira consulta

Funciona como qualquer consulta médica. A psiquiatra ouve sua história, faz perguntas sobre como você está se sentindo, levanta seu histórico de saúde e de vida. Pode pedir exames para descartar causas físicas. Não é obrigatório sair com receita. Muitos casos começam pela psicoterapia.

Procurar ajuda antes de estar em colapso não é fraqueza. É o momento em que o tratamento funciona melhor.



👉 Agende sua consulta: www.lorenadornellas.com  |  (31) 98476-7549



Perguntas Frequentes


Preciso de encaminhamento para consultar um psiquiatra?

Não. Você pode agendar diretamente, sem precisar de encaminhamento de outro médico.


Psiquiatra e psicólogo fazem a mesma coisa?

Não. O psiquiatra é médico: faz diagnóstico, pode pedir exames e prescreve medicamentos quando necessário. O psicólogo trabalha com psicoterapia. Em muitos casos, os dois atuam juntos.


A consulta é sigilosa?

Sim. O que você conta na consulta fica entre você e a médica. O sigilo é garantido pelo Código de Ética Médica.


Vou sair da consulta com receita de remédio?

Não necessariamente. A primeira consulta é de avaliação. A medicação só é indicada quando o benefício supera os riscos, e sempre com explicação completa sobre o que é e para que serve.


Psiquiatra só cuida de casos graves?

Não. Cuida da saúde mental, de ansiedade leve a condições mais complexas. Tratar mais cedo, quando o quadro ainda é leve, costuma ser mais rápido e mais simples.



Este conteúdo é baseado nos critérios diagnósticos do DSM-5 (APA, 2013), em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e na São Paulo Megacity Mental Health Survey (FAPESP/PLoS One, 2012).



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